Histórias contada por adultos para adultos.

Com uma proposta de contar histórias com conteúdo mais adulto ou seja , histórias com politica, critica a religião e a comportamentos. As inspirações são as publicações Heavy Metal Magazine e 2000AD .

A ideia de começar o projeto da Rusty Metal veio da necessidade de poder contar histórias com uma temática mais adulta, sem ter a barreira de linguagem as restrições de uma revista de super-heróis para adolescentes, ha muito tempo sou fã de publicações fora da curva, que contem com histórias curtas as vezes relacionadas , as vezes não, mas que passe a totalidade do que o autor tinha na cabeça. Com o panorama atual onde se você fala A em vez de B e recebe uma avalanche de críticas e pessoas querendo ditar o que você deve ou não colocar no seu quadrinho, comecei a pensar em um projeto no qual poderia chamar autores de vários estilos mas que tivessem um linguagem mais adulta e montar uma revista com algumas histórias deixando bem explicito que todo conteúdo tem como público-alvo pessoas na casa dos 30 pra cima que gostem de rock pesado, viagens psicodélicas e existencialistas ou simplesmente querem passar a sua visão politica e ideológica sem filtros.

O Formato
O projeto é que sejam histórias curtas relacionadas ou não, de vários roteiristas e desenhistas, sendo one shot ou uma saga que tenha o seu começo nas páginas dessa revista. Uma das razões desse formato é poder dar chance a artistas e escritores de experimentar tanto em técnica desenho quanto em escrita, ser uma Sala de perigo dos X-men onde autores possam treinar e ver qual metodologia de trabalho funciona melhor, no caso dos desenhistas até encontrar um estilo de desenho. Muito dos projetos que vi sempre dão preferência a artistas já conhecidos ou famosos, no caso dessa revista o foco é o cara que tá realmente querendo entrar profissionalmente no mundo dos quadrinhos seja em revistas de super heróis , quadrinhos europeus , mangás ou qualquer coisa que ele invente como meio de passar a sua mensagem. A periodicidade será mensal, isso fará o artista e escritores se acostumarem com prazos e evita que você fique mil vezes refazendo o texto ou a arte sendo que você tem data para entregar.
Outra coisa é quanto ao formato físico da publicação e seu publico alvo. Tamanho e acabamento vão ser determinados de acordo com o tipo mais barato no mercado, você tem que pensar em colocar essa revista disponível para todas as faixas de poder aquisitivo, tem que ser possível alguém de baixa renda comprar a revista e comer . Pode parecer ridículo mas uma das razões de tanta queda no mercado editorial são os formatos elitistas com capa duras e outras frescuras que impendem parte da população de consumir. Se você não consegui transformar o habito de comprar uma revista em alguma coisa mais acessível, vai estar dando um tiro no pé. Muito tempo atrás formatinhos e publicações com o miolo preto e branco permitiam valores mas baixos e em consequência o quadrinho chegava na mão tanto de gente podre de rico quanto de trabalhadores que queriam ter um leitura como entretenimento no caminho de ida e volta do trabalho.
Tem que se ter uma mentalidade de editoras de Mangá, o mangá mensal é descartável, se o autor fechou um arco de história ou finalizou , ai sim é feito uma publicação mais apurada. Porem o mês a mês é feito de maneira mais barata para ser acessível.

O negócio
Na parte empresarial da coisa é deixar claro que os personagens e direitos são 100% dos seu autores, o modelo ideal é o da Image comics onde a editora se encarrega da parte de publicação, divulgação e parte administrativa e cada autor tem seu próprio estúdio e somente fornece as histórias a serem publicadas na revista. Uma vez vendida a revista uma porcentagem das vendas fica com a editora para custo operacional e investimento e a porcentagem maior vai para o autor. A razão desse modelo é que se um autor quiser sair da revista ou resolver que é mais vantajoso se auto-publicar ele se desliga e leva os personagens e histórias com ele sem brigas sobre de quem é o direito do personagem. A ideia da revista/selo é tirar parte da carga das costas dos autores onde ele tem que se preocupar com divulgação, publicação e parte administrativa e acaba se sobrecarregando. Também é criar um meio profissional onde possa ser criada uma editora na qual um artista novo ou alguém que não está conseguindo dar conta de tudo em relação ao seu quadrinho possa obter ajuda. Modelos como o de editoras grandes como Marvel e DC não funcionam aqui no Brasil, pois uma vez que certas decisões editoriais ficam na mão de empresários em vez da de autores e artistas, projetos que poderiam ser incrivelmente revolucionários acabam engavetados por conta de pesquisas de opinião. Na Rusty o autor é responsável pela mensagem que vai passar, ele que decide os caminhos da história, cabe a Revista apenas publicar do jeito que ele imaginou.

O que é necessário
No momento ? Tudo , desde artistas, escritores, investidores, editores ,pessoal de marketing e administrativo. Até o nome Rusty Metal é provisório, o plano é conseguir todas essas coisas ao longo de 2020 e lançar a revista ou empresa em 2021, preferencialmente.
Não tenho intenção nenhuma em correr com isso, quero que seja feito de maneira tranquila e que eu consiga encontrar pessoas com objetivos alinhados a trabalhar. Muitos profissionais ainda não se veem como tal e olha que conheço alguns que se levasse mais a sério como profissão poderiam estar muito mais felizes. Alem da parte de produção de histórias é necessário pessoal em funções editoriais para cuidar da parte gráfica da revista, impressão e divulgação, uma das coisas principais são investidores, gente que veja como um investimento no qual eles tenham retorno e um mercado que ele podem estar iniciando de forma profissional. Muito se fala de mercado de quadrinhos nacional mas você vê poucas pessoas tratando isso de maneira séria ou com foco em algo. Tem que ser mostrado ao investidor que ele vai poder lucrar com isso, entrando em acordos com autores para criação de produtos inspirados nas mesmas. A vantagem de lidar com autores brasileiros é que vai ser mil vezes fácil colocar para frente produtos cujo os direitos possam ser negociados com os mesmos do que tentar convencer uma editora estrangeira a permitir você fazer uma camisa com o personagem dela.
Emfim isso é algo que eu vou trabalhar ao longo do tempo quem tiver interesse entra em contato e a gente conversa.
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