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GPDF #12

Foto do escritor: Eduardo Ronin LucasEduardo Ronin Lucas

Atualizado: 30 de mai. de 2022

O que precisamos mudar no mercado de quadrinhos!

Com pandemia e o avanço de tecnologia muitas coisas precisam ser adaptadas para o novo mundo do mesmo jeito que algumas antigas têm que voltar.


Distribuição


Quadrinhos no Brasil sempre teve o grande problema de não chegar a todas as partes do país, o serviço de correios é horrível e o transporte privado é criminosamente caro, distribuição digital é um caminho porém é embarreirado por outro problema, nem toda população tem condições financeiras de adquirir um dispositivo para leitura dos quadrinhos e até mesmos computadores são muito caros, outro problema é a internet, lenta e por muitas vezes não chega a todos os lugares.

A solução verdadeira teria que vir dos políticos na forma de baixar impostos sobre equipamentos eletrônicos para permitir que todos tenham condições de compra e uma fiscalização maior e efetivas nas empresas de distribuição de internet que entregam um serviço ruim , caro e que não cobre todo território nacional, mas sabemos que isso nunca vai acontecer. Na questão de mídia física o mesmo se aplica, um serviço de correio mais eficiente e diminuição dos encargos em cima de produtos necessários para a impressão dos mesmos como, tintas e papel.


Produção


As editoras têm que para de querer catapultar um quadrinista de cada vez e começar a pensar em compilados de vários autores, eu sou de um tempo em que várias histórias eram colocadas em uma mesma publicação e você tinha a oportunidade de conhecer vários autores de uma vez só. Isso ajudaria a autores que tão começando a ter uma visibilidade e tiraria o peso de ter que produzir muito em pouco tempo das costas de quem está produzindo sozinho. Mix nos moldes de publicações japonesas ou a antiga Heavy Metal são o ideal. Histórias curtas ou capítulos de histórias maiores publicados mensalmente em uma revista só, e assim que se tivesse material de um autor ou uma história chegasse ao fim de um volume fosse lançado uma edição desse autor com toda pompa pra que queira colecionar.

A mídia impressa


Edições de luxo com capa especial e outras besteiras que só fazem encarecer a impressão tem que se evitadas, quanto mais barato uma revista for em mais pessoas ela vai chegar, o que dava dinheiro antigamente com revistas é que todo mundo comprava, você pode argumentar que hoje tudo é digital mas como ficou comprovado pela pandemia nem todos tem grana ou possibilidade de ter computador e internet em casa, a revista tem que chegar a todos, dos lares mais ricos até o morro, isso incentivaria a leitura e abriria a mente para uma parcela da população sempre esquecida. Eu vejo sempre a reclamação de que não estão se formando novos leitores e o problema está justamente ai, ele estão la, só não podem dar 50 reais em uma revista, eu mesmo parei de comprar por conta do custo elevado.

Quadrinhos nacionais


Outra iniciativa que tem que vir de que produz quadrinhos é ver o que você está fazendo como um trabalho sério e a revista como um produto as ser explorado, tem que mostrar a investidores que é mais vantagem ele produzir o boneco do personagem brasileiro do que ter que negociar licenças em personagens internacionais, tem que mostra que fazer propagando do que é feito aqui da mais lucro do que ficar anunciando coisas que você tem que levar eras traduzindo e adaptando. O profissional de quadrinhos tem que agir como profissional e como um maluco que só quer aparecer na mídia, tem que trabalhar em grupo e ter uma mentalidade de que sozinho ele vai se lascar, as redes sociais tem prejudicado varias pessoas obrigando o artista a produzir seguindo algorítimos e tendencias que as vezes nem eram o foco dele, esgotando mentalmente muitos pois ficam perseguindo uma fama que na verdade não significa nada.


Diversidade e inclusão


Aos autores inclusão e diversidade colocar um personagem LGBT+ ou negro e ficar bandeirando isso aos 4 ventos não contribui em nada, incluir esses personagens e deixar o leitor descobri aos poucos ou melhor dizendo absorver aos poucos mostrando que é totalmente natural na minha opinião é o caminho correto, quando você enfia de maneira forçada alguma informação que você quer passar, a mesma é imediatamente rejeitada por quem recebe. Tem que mostra ao leitor que se um negro é o presidente da empresa em nada mudaria o jeito dele agir, tem que mostra que o que importa não é a cor ou orientação sexual do personagem e sim o seu caráter.


Bom por enquanto é isso inté mês que vem!


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