Starburst Chronicle #01
- Doc Dark
- 30 de jul. de 2018
- 4 min de leitura

Préludio
Manhã em SEFAS, planeta FANARE, como em todas as manhas, a princesa Allura se dirige ao templo de Coré para suas meditações e reflexões. Sempre acompanhada por seu guardião.
O templo de Coré é uma majestosa construção feita em Jadirium, uma espécie de cristal esverdeado. Ao entrar pelas portas do templo, os não instruídos são encaminhados até o pátio, onde aguardam o início das celebrações, para assim poderem entrar e poderem participar da celebração. Os instruídos tem total acesso à nave do templo, que possui acomodações rudimentares e de baixo custo. Na parte frontal da nave, possui uma pequena escadaria que leva até um pedestal circular onde os sacerdotes e os filhos da luz adoram à EON, uma das várias manifestações universais da SOURCE, que se apresenta na forma de uma grossa coluna de fogo azul.
Os habitantes locais abrem passagem para a jovem e linda princesa Allura, sendo a filha mais nova dos 3 filhos da matriarca e regente Sheri-Ren, foi agraciada com a benção da luz tornando-a uma das filhas e com isso tendo o mesmo direito do sacerdote de poder participar da celebração ou até mesmo poder dirigir uma reunião. A jovem Allura possuía altura mediana, olhos brancos amendoados, longos cabelos pretos e a pele num tom lilás. A benção da luz era uma tatuagem em forma de uma tocha queimando um pequeno arbusto que ficava localizada na altura do coração da jovem. Ela vestia roupas nas mesmas cores dos sacerdotes, mas seus trajes eram de um material mais fino e bem acabado, diferente dos trapos e farrapos usados pelos sacerdotes e seus auxiliares. Em seu pulso esquerdo existia o único adorno diferente do conjunto usado pelos sacerdotes, uma pulseira com um metal em cordas feitas em chumbo com uma grande gema localizada nas costas de sua mão esquerda, foi um presente dado pelo seu Guardião no dia em que se conheceram.
A jovem cumprimenta a todos com um aceno, desde o mais simples do povo, até os auxiliares do templo, até chegar na escadaria e começar a subir para poder participar dos cânticos e das orações junto a EON. Ao se unir aos sacerdotes e aos outros filhos, a mente da jovem é bombardeada por visões. Devido as visões, Allura não conseguia acompanhar os cânticos que pareciam se intensificar ainda mais em sincronia com as várias visões do passado e presente de sua família e dos que faziam parte da sua vida. A joia brilhava em várias cores mas não alertava seu Guardião que se encontrava do lado de fora, no pátio.
O Guardião não era um natural daquela terra e por isso, normalmente seria discriminado por sua aparência e cultura. Mas o fato de portar uma ARC EDGE e escoltar a princesa, além de respeitado era temido por muitos dos não instruídos. Embora possuísse algumas características físicas um pouco semelhantes com o povo de SEFAS(os olhos amendoados, cabelos longos e orelhas pontudas), ele possuía pele clara e seus olhos eram azuis. Vestia roupas leves em cores frias, uma túnica com o símbolo dos Guardiões por cima delas e um peitoral de AZZURE embaixo delas. Carregava sua espada do lado direito e em sua mão direita possuía um bracelete semelhante ao de Allura por cima de uma luva. Diferente dos outros Guardas, O Guardião não carregava uma pistola ou qualquer arma energética. Pelo fato de ser membro de outra cultura, ele era estudante e usuário de um tipo adjacente da SOURCE. Em pé, enquanto aguardava poder entrar na cerimônia, o Guardião meditava e treinava mentalmente e assim não pode perceber as mudanças repentinas de cores em seu bracelete.
Dentro do templo, Allura suava frio, as visões aumentavam exponencialmente só que agora visões também do futuro eram derramadas sobre a mente da jovem causando nela um medo sufocante e produzindo um alerta especifico que interrompe a meditação do Guardião que força a entrada no templo e avança velozmente para as escadarias a ponto de ver a princesa caindo com uma fagulha de energia atravessada ao seu peito.
O Guardião preocupado com o estado de sua protegida, à chama várias vezes sem conseguir o resultado desejado. Os auxiliares do templo são instruídos a ajudar o Guardião a levar a princesa até o alojamento dos filhos, Os sacerdotes e os filhos remanescentes dão inicio a celebração que começa normalmente, enquanto isso, o Guardião tenta em vão reanimar a princesa.
No ponto alto da celebração, os ocupantes do templo tem a alegria de ver o aumento da coluna de fogo, a chama de azul começa a ficar num tom mais esbranquiçado. Enquanto isso, no alojamento, a jovem Allura desperta e entra em combustão. Ela fica envolta por chamas, seus olhos emitem um forte brilho azul e ela começa a cantarolar numa linguagem arcana ancestral. O Guardião tenta tocá-la, mas as chamas além de quentes aumentam a intensidade toda vez que o mesmo tenta tocá-la. O Guardião no início fica preocupado e desnorteado, mas seus anos de treinamento o fazem se acalmar e perceber que conhece alguns dos versos que Allura fala sem saber. Ele retira a luva da sua mão direita e começa a desenhar símbolos arcanos no ar e a cantarolar contra versos, na esperança de poder diminuir o efeito das chamas.
A intensidade das chamas vai diminuindo, os olhos da jovem vão reduzindo do azul para o branco e aos poucos a jovem Allura vai despertando do seu transe. O Guardião, agora mais aliviado, esconde sua mão e calça novamente sua luva. A jovem olha para ele, com sua pele e roupas intactas e fala as seguintes palavras.

- Eu os vi, Lance. Os 9 estão vindo!
Continua...